quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Teste de Covid não será mais obrigatório para entrar no Japão a partir de 7 de setembro

"Continuaremos flexibilizando essas medidas gradualmente", disse o primeiro-ministro Fumio Kishida

Teste de Covid
O Japão vai dispensar os testes de Covid-19 para entrar no país, desde que o viajante esteja vacinado, mas os limites diários de entrada permanecerão em vigor, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida nesta quarta-feira (24).

A medida valerá tanto para turistas quanto para residentes (japoneses e estrangeiros) que retornam ao país.

A exigência de testes será suspensa a partir de 7 de setembro, disse Kishida. Nenhuma decisão foi tomada ainda sobre um plano que foi cogitado para aumentar o limite diário de entrada de viajantes de 20.000 para 50.000, acrescentou.

"Continuaremos flexibilizando essas medidas gradualmente", disse Kishida, que se dirigiu a repórteres online enquanto se recupera da Covid-19 em sua residência oficial, após ter testado positivo no domingo.

O Japão manteve algumas das medidas de fronteira mais rígidas entre as principais economias, exigindo que os viajantes apresentem um teste negativo de coronavírus realizado dentro de 72 horas antes da partida.

Kishida disse em maio que queria alinhar as medidas de fronteira do Japão com as de outras nações do Grupo dos Sete (G7).

Em junho, o Japão abriu as portas para os turistas pela primeira vez em dois anos, embora os visitantes precisem obter vistos e se ater a excursões guiadas e organizadas. Devido a esses requisitos, menos de 8.000 turistas entraram no país em julho, segundo a emissora NHK.

"Além de tomar todas as medidas para evitar o contágio, também promoveremos a atividade econômica - e com medidas de controle de fronteiras, vamos relaxá-las em etapas, mantendo essas duas coisas em equilíbrio", disse o secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, na terça-feira.

Grupos empresariais nacionais e estrangeiros pediram uma maior flexibilização dos controles de fronteira do Japão, dizendo que as medidas correm o risco de fazer com que o país fique para trás economicamente.

"Gostaríamos de reiterar que a necessidade de os empresários terem um visto antes de partir para o Japão ainda é um obstáculo", disse o presidente do Conselho Empresarial Europeu, Michael Mroczek. "Isso em particular para empresas que não têm presença no Japão."

Om Prakash, presidente da Câmara Americana de Comércio no Japão, encorajou o governo a alinhar suas políticas de viagens de fronteira com outros países do G7 "para restaurar a reputação do Japão como um lugar acolhedor e aberto".
Fonte: Alternativa com Reuters

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