Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Imigração Japonesa no Brasil: 115 anos de história

Nesses 33 anos de brasileiros no Japão, cada um carrega uma história dos ancestrais

imigração japonesa no Brasil
O Dia da Imigração Japonesa no Brasil é celebrado em 18 de junho, tanto no país onde desembarcou o histórico navio Kasato Maru, quanto no Japão. 

O Brasil é o país com o maior número de nikkeis – descendente de japoneses – do mundo, com uma população estimada em 2 milhões, segundo o site Diplomacia Business.

Na quinta-feira (15) foi realizado o seminário 115 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo YouTube, com a participação de pessoas dos corpos diplomáticos dos dois países, além do representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). Nessa ocasião foi feito o lançamento da autobiografia do ex-Embaixador Edmundo Sussumu Fujita, o primeiro diplomata nikkei.

“Entre 16 e 18 de junho, prédios do Eixo Monumental de Brasília vão ganhar uma iluminação especial, em comemoração ao Dia da Imigração Japonesa. O Museu Nacional, a Biblioteca Nacional, a Catedral e a Torre de TV serão iluminados com a cor vermelha, em alusão à bandeira do Japão.

Além de Brasília, as cidades do Rio de Janeiro e Curitiba também serão iluminadas”, divulgou o Diplomacia Business.

Outras diversas comemorações estão marcadas em diversas cidades brasileiras, tamanha a importância da contribuição da sociedade nikkei.

Do lado japonês, segundo o brasileiro Hidekichi Hashimoto, do Restart Community, no domingo (18), seu grupo plantará 30 pés de ipê, árvore típica, na região Kanto. A JICA de Yokohama (Kanagawa) também preparou alguns eventos comemorativos. 

Superações dos imigrantes japoneses no Brasil
Os imigrantes japoneses tiveram marcas de superações pois, além do árduo trabalho nas fazendas, como “colonos”, ainda sofreram perseguição política e social durante o governo de Getúlio Vargas, como também os alemães e outras nacionalidades. Não podiam se aglomerar, ter jornais no idioma pátrio, ter outra religião que não fosse a católica, entre outras proibições. Também sofreu com a Shindo Renmei, uma organização terrorista que assassinava os japoneses e nikkeis que acreditavam na derrota japonesa na guerra. 

Ainda assim, para superar esses desafios em terras brasileiras, as novas gerações foram estimuladas pelos pais a obter um diploma universitário, a contribuir com a sociedade através de seus talentos além da agricultura, como na cultura, arte, diplomacia, política, comércio, indústria e em outros campos. A maioria se estabeleceu em São Paulo, outra parte no Paraná e outras distribuídas por Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e outros.

A imigração inversa
Desde quando o Japão ainda vivia a bolha econômica, por volta de 1988, os primeiros nikkeis fizeram o caminho de volta. Em 1990 o governo japonês necessitando de mão de obra abriu o caminho legal para receber os descendentes, por isso começaram a chegar os nisseis e alguns sanseis.

Atualmente são cerca de 10% da população nikkei do Brasil vivendo há 33 anos no solo dos ancestrais, com concentrações em Aichi, Shizuoka e Gunma, mas com muitos espalhados em Tochigi, Mie, Gifu, Shiga, Shimane, Fukui, Nagano e outras províncias de diversas regiões como Kanto, Kansai e Chugoku.

Ancestrais japoneses
Se os brasileiros residentes no Japão possuem status de permanência diferentes dos demais estrangeiros é por causa dos seus ancestrais. Para tirar o primeiro visto a fim de entrar em solo nipônico como trabalhador é preciso apresentar o koseki tohon, traduzido como registro familiar. 

Cada um dos nikkeis têm pais, avós ou bisavós oriundos de alguma província. Eles deixaram seus familiares para embarcar de navio, levando até 51 dias para chegar ao Brasil, como foi o caso do Kasato Maru, o primeiro.

Caso tenha curiosidade de ver um pouco mais da história dos ancestrais japoneses clique aqui para visitar o museu virtualmente e certamente se emocionará em ver o acervo riquíssimo.

O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil tem um sistema de busca muito interessante para que saiba um pouco mais sobre a história de seus ancestrais. Para uma busca mais precisa digite a primeira letra do nome e sobrenome parente imigrante em maiúscula.

O mesmo pode ser feito no museu do Estado de São Paulo, bastando digitar o sobrenome da família pesquisada, em letras maiúsculas, e será direcionado para os resultados, incluindo imagem digitalizada. Nesse acervo podem ser encontrados dados dos imigrantes de outros países também.
Fonte: Portal Mie com Diplomacia Business, Restart Community, JICA, Wikipedia, Imigrantes e INCI

sábado, 14 de março de 2015

TAM anuncia compartilhamento de voos com a JAL

TAMA brasileira TAM Linhas Aéreas e a japonesa Japan Airlines (JAL), anunciaram um acordo de compartilhamento de seus voos. O acordo permitirá a ligação de Tóquio a vários destinos brasileiros com múltiplos trechos emitidos em um único bilhete.

Nos voos entre o Japão e o Brasil, o trecho entre Tóquio e Nova York será feito pela JAL e o trecho entre Nova York e o Brasil será feito pela TAM. Os bilhetes conjuntos poderão ser comprados a partir do dia 25 de março.

Os passageiros da JAL poderão chegar ao Brasil por Guarulhos/ São Paulo e pelo Galeão/Rio de Janeiro. Na capital paulista, os passageiros poderão se conectar a outras 11 cidades em todo o Brasil (Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Foz do Iguaçu, Curitiba, Londrina, Campo Grande e Belo Horizonte).

Esta aliança comercial da TAM amplia ainda mais as opções de voos oferecidos para o Japão. “As relações comerciais entre o Japão e o Brasil justificam o esforço e a satisfação das empresas em oferecer mais opções de voos na malha das companhias aos passageiros corporativos. Para completar”, diz Claudia Sender, presidente da TAM Linhas Aéreas.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bonito - Mato Grosso do Sul

Bonito: O paraíso da Bodoquena
O Município de Bonito fica na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul e tem suas origens junto a formação da cidade de Miranda, ligada à expansão espanhola do século XVI no Vale do Paraguai. Na tentativa de expulsar de vez os "castelhanos" da região foi criado, em 1797, o Presídio de Miranda, nas terras da Fazenda Bonito. Em torno do presídio surgiu o povoado de Bonito que enfrentou, depois, a guerra do Paraguai. A natureza da região é habitada por aves silvestres e emas, macacos e tamanduás-bandeira, além de rica flora. Hoje o turismo é a principal atividade da cidade e a maioria das atrações fica em propriedades particulares (o que implica em pagamento para as atrações).
O clima no Verão é úmido e no inverno é seco (típicos de savanas tropicais). De agosto a outubro, chove pouco e as águas ficam ainda mais cristalinas. As chuvas são mais freqüentes de novembro a março (e as cachoeiras estão bem cheias). No inverno a temperatura varia de 15Cº a 20Cº. Evite as altas temporadas se não quiser "tropeçar" em turistas, além disso, alguns lugares tem limite máximo diário de visitantes.

Atrações

Gruta do Lago Azul: descoberta em 1924 pelos índios Terenas (indígenas que habitavam as margens do rio Aquidauana, no Mato Grosso do Sul), foi tombada pelo Patrimônio Nacional em 1978, criando uma reserva ecológica de 25 hectares de terras pertencentes ao Governo Estadual. Após uma descida de 100 metros, você verá um lago de águas intensamente azuladas. Os raios solares infiltram-se na água dando cor e beleza inexplicáveis. Estima-se que o lago tenha 90 metros de profundidade. É possível visitar o local das 7h às 13h. No máximo 225 pessoas podem visitar a gruta por dia.

Gruta de São Miguel: trilha com trecho de 180m em ponte pênsil, passando ao lado da copa das árvores, onde é possível avistar inúmeras espécies de pássaros. No interior, há muitos espeleotemas, com destaque para as pérolas e os coralóides.

Rio Mimoso: os travertinos (calcário de água doce) em agrupamento esculpem degraus nas rochas, formando belas cachoeiras. Existe uma trilha no meio da mata, que passa por outros grupos de cachoeiras.

Gruta do Mimoso: caverna onde é possível mergulhar a 25m de profundidade em águas transparentes com espeleotemas de várias formas, submersos..

Rio Aquidaban: trechos com inúmeras cachoeiras. A trilha do local leva até uma das mais altas cachoeiras da região - 120 metros de altura de onde se avista o Pantanal do Nabileque e um infinito de montanhas e florestas inteiramente virgens, cuja maior parte é reserva indígena. Circuito longo e difícil, só para pequenos grupos e com limitação na época da seca.

Rio Formoso: um passeio (diurno ou noturno - na lua cheia) de 7 Km feito em botes de borracha leva até a ilha do Padre, além de passar por três cachoeiras.

Rio Sucuri: nascente de águas cristalinas, com exuberante vegetação subaquática e cardumes. Dispõe de trilhas na Mata Ciliar com mirantes para visualização das nascentes e fauna local.

Balneário Municipal: as águas cristalinas do local permitem uma visão nítida de peixes de cores e tamanhos variados, mas a pesca é rigorosamente proibida.

Recanto Ecológico Rio da Prata: uma hora de caminhada em trilha na mata ciliar totalmente virgem, acompanha o Rio da Prata até uma deslumbrante nascente.

Ilha do Padre: formada por matas verdes, inúmeras cachoeiras e piscinas naturais no meio do Rio Formoso. Possui cabanas simples de madeira e infra-estrutura para camping.

Comidas e bebidas típicas
Tereré - bebida feita de erva-mate usada no chimarrão gaúcho ou no chá mate vendido em mercados. Só que o mate sul-matogrossense é feito com erva verde seca e servido frio. Já a erva do chá ou chimarrão é torrada e a bebida é servida quente.
A bebida tem estreita ligação com o vizinho Paraguai, pois no final do século XIX a porção sul do Estado de Mato Grosso do Sul pertencia a esse país.
O Tereré é servido em uma Guampa (vasilha para líquidos feitas de chifre) com canudo de metal (bomba), por onde se bebe.
De acordo com o dicionário Aurélio, tereré também significa "Conversa, papo, que se tem durante a merenda, entre os dois turnos de serviço" - e é o que ocorre com os sul-mato-grossenses: duas vezes ao dia (por volta de 9h e 15h) é o momento de formar a "roda de tereré", com toda a peculiaridade deste povo.

Licor de Bacuri - outra bebida pantaneira. A palmeira Bacuri ou acuri como é conhecida na região, é utilizada de várias maneiras. A água do fruto verde é potável e utilizada como colírio, pois é estéril. A castanha do fruto maduro tem gosto semelhante ao coco verde (baiano). Além disso da acuri também é extraído um apreciado palmito. Já de seu caule, produzem um licor levemente alcoólico, semelhante a Chicha (bebida fermentada feita a base de milho, típica da Bolívia).

Puchero ou Locro é um prato à base de canjica de milho e vértebras de boi, bastante forte.. Farinha de mandioca, carne seca ao sol (Carne de sol ou Charque), virado de feijão, arroz carreteiro, farofas de banana e carne, pacu e outros peixes ensopados, fritos ou assados, pratos doces e salgados feitos de pequi (fruta típica do cerrado), chipa (espécie de pão de queijo), doce de leite na palha, churrasco (quase sempre servido com mandioca cozida) e suco ou caldo de piranha entre outros fazem parte da culinária pantaneira.

Sopa paraguaia, é uma torta de milho com queijo e cebola! Sopa no Paraguai é ensopado e a região tem influência deste vizinho!

Aventuras outdoor para todos os gostos
Entre trilhas, cachoeiras e inúmeros rios e piscinas naturais existentes em Bonito há varias opções para esportes de aventura, sobretudo os aquáticos. Confira alguns:

Trekking: Bonito possui inúmeras trilhas, o que faz desta cidade uma ótima opção para qualquer trekker.

Flutuação com máscara e snorkel: Um exemplo pode ser a flutuação nos Rios Sucuri e Formoso - Nascente de águas cristalinas, com exuberante vegetação subaquática e cardumes. Por 1 hora de percurso aquático em suave descer de correnteza, com a orientação de guias em barco de apoio é possível ver boa parte da riqueza dos rios de Bonito.

Mergulho autônomo: a cidade conta com vários lugares para mergulho, em rios junto a cachoeiras que formam pequenas cavernas submersas ou em grutas e cavidades submersas, como a gruta do Mimoso, o Buraco das Abelhas e a Lagoa Misteriosa, mas para mergulhara é obrigatória a apresentação de Carteira de Mergulhador.

Rafting, Bóia e Caiaque Cross: Um exemplo pode ser no Rio Formoso, tudo bem que não é um corredeira de nível 4, mas é um belo percurso de 7 km, que vai até a Ilha do Padre, passando por três cachoeiras. Nas margens do rio podem avistar-se macacos, pássaros e com um pouco de sorte, o visitante poderá ver jacarés ou sucuris que, principalmente no inverno, saem das águas e se enrolam em troncos de árvores.

Mountain biking , Rapel , Tirolesa e Parapente também são praticados em meio a farta natureza bonitense.


ATENÇÃO
Nas águas de Bonito, nada de protetor solar! Abuse da proteção se não tiver intenção de entrar na água (mergulho, flutuação, banho de cachoeira etc). Repelente químico também é proibido.
Fonte:http://www2.uol.com.br/mochilabrasil/bonito2.shtml

Brasil abaixo de zero

O inverno rigoroso de Urubici é reconheci­do como o mais gelado do Brasil desde 1987, quando a Aeronáutica montou uma base de controle de voo no alto do Morro da Igreja, que fica dentro do município, e passou a monitorar a temperatura. Com 1828 metros de altitude, o morro é o ponto culminante do sul do Brasil e dá de frente para uma intrigante escultura natural, a Pedra Furada, cujo vão tem a forma perfeita de um relâmpago. Na madrugada de 29 de junho de 1996, os cadetes de plantão na entrada da base viram o termômetro alcançar 17,8 graus negativos, um frio digno das estepes siberianas. É o recorde brasileiro ate hoje.
Com a ajuda da base militar, Urubici ganhou o título de município mais frio do país, mas na prática quem conti­nua com essa fama é a vizinha e mais famosa São Joa­quim. Sempre que a meteorologia prevê a queda de neve na Serra Catarinense é para São Joaquim que os turistas correm, muitos sem se dar ao trabalho de reservar hotel. Eles chegam de repente e vão para as ruas se encharcar de neve, como crianças. Às vezes os 900 leitos da cidade (600 em hotéis e 300 em casas de família cadastradas) são poucos para tantos fo­rasteiros, e o jeito é deixá-los dormir no carro mesmo, se possível com uma garrafa de conhaque por perto.
O deslumbramento com a neve — e o improviso ao lidar com ela — é natural num país como o nosso, muito mais conhecido pelas praias e pelos verões tórridos. O Brasil tropical ainda se espanta com cada notícia de nevasca na Serra Catarinense, como se isso fosse um evento incomum, quando se trata exatamente do contrário. Nessa região, o normal é que a neve caia todo ano, por seis dias em média, como mostra o histórico das variações climáticas dos últimos cinqiienta anos. Nesse período todo, só em 1982 não nevou nas terras altas de Santa Catarina— uma zebra tão grande quanto à derrota do Bra­sil para a Itália na Copa daquele mesmo ano. Que lugar tão frio é esse que o resto do país ainda desconhece?

Cânions, abismos e araucárias
A Serra Catarinense é uma região verde e muito bonita, com altitudes entre 900
e 1800 metros, onde ventos quentes e úmidos formados no litoral costumam se chocar com massas de ar gelado vindas da Argentina no inverno. Quando o contraste é muito grande, o vapor d'água vira cristal de neve sem passar pela forma líquida – e cai em flocos suaves, tingindo tudo de branco. É um território bem semelhante ao dos campos de Cima da Serra, do Rio Grande do Sul, com muitos cânions, abismos e rios cristalinos correndo sobre leitos de pedras – os dois, aliás, formam uma mesmo unidade geográfica, conhecida como Planalto da Neve. No campeonato brasileiro de temperaturas negativas, porém, é clara a vantagem da porção montanhosa catarinense sobre a gaúcha.
Durante quatro décadas — do início dos anos 1940 ao 1970 o Planalto da Neve foi também uma das maiores fontes de abastecimento de madeira de lei do Brasil, a madeira rígida e adornada com graciosos desenhos geométricos da araucária. Até que um dia esse pinheiro típico do sul foi praticamente extinto (resta apenas 7% da floresta original) e as poucas produtivas fazendas de gado se tornaram a principal atividade econômica da região. As araucárias que sobraram hoje são protegidas por lei e destacam-se na paisagem como belos enfeites naturais. Só se admite retirar delas agora o pinhão que os locais gostam de comer misturado a carnes, farinha ou simplesmente tostado no fogo de chão.
A Serra Catarinense, que chegou a ter 700 serrarias no auge da derrubada dos pinheirais, passou assim da condição de rincão semi-selvagem direto para o marasmo, o que não ajudou em nada sua descoberta pela maioria dos brasileiros. Quem chega apressado a São Joaquim, que­rendo apenas ver neve, também pode ter uma impressão errada da região, pois esta é uma cidade sem maiores atrativos, que só fica fotogênica quando coberta de flocos brancos e gelados. O pedaço onde o Brasil é mais frio tem muitos outros segredos a dividir com os visitantes, mas para isso exige um pouco mais de tempo.
É uma pena voltar para casa sem provar as melhores receitas regionais de pinhão e truta, por exemplo. Ou sem fazer uma cavalgada ate a borda de um cânion onde não se chega de carro. Expedições a pé também são fundamentais para um contato mais direto com a fauna e a flora regionais – há xaxins de vários metros de altura que só se encontram por aqui.
É indispensável, ainda, percorrer de carro, calmamente, as estonteantes
curvas das serra do rio do rastro e do Corvo Branco, pa­rando nos belvederes para tirar fotos. Nem pode faltar paciência para subir mais de uma vez o Morro da Igre­ja, no caso de encontrar a Pedra Furada escondida pela neblina (o céu costuma ser mais limpo de manhã, mas é a tarde que o Sol ilumina em cheio a rocha recortada).
Difícil também é acreditar que estamos no Brasil quando encontramos placas de sinalização alertando para a presença de gelo na pista. Você não as verá em nenhum outro lugar do país. Nem placas informando que a temperatura mínima pode chegar a 12 gruas negativos, como ostenta, orgulhosamente, o Hotel-Fazenda do Barreiro, em Lages, a maior cidade da Serra Catarinense. Mais surpreendente ainda é topar com a indicação de maior atrativo da minúscula Urupema:” Cachoeira que congela”. Sim, a cachoeira do Morro das Torres, que despenca de 1710 metros de altura, costuma congelar nos invernos mais severos – no de 2000, formou uma crosta de gelo no dia 15 de julho que só foi começar a derreter dez dias depois.

Uma cadeira sobre o lago
Há hospedarias rurais que investem em públicos mais específicos, como os amantes das caminhas e os casais em busca de refúgios românticos.
A melhor de todas, sem dúvida, é o Rio do Rastro Eco Resort, que fica bem ao lado dessa desconcertante subida em ziguezague, no município de Bom Jardim da Serra. O Hotel tem dezenove chalés ultra-confortáveis, todos com banheira de hidromassagem, calefação e linda vista para o lago e as montanhas da propriedade.
Nasceu como hotel-fazenda, mas foi completamente re-modelado dois anos atrás e acabada de revestir seu encanamento com dupla proteção térmica contra o frio abaixo de zero. No inverno de 2000, quando a temperatura chegou a 14 graus negativos na serra, a caixa-d’água do Rio do Rastro congelou e os canos estouraram. Os hóspedes ficaram sem tomar banho, mas não reclamaram. Queriam mais era aproveitar para tirar fotos. A foto de uma cadeira atirada sobre o lago congelado do Eco Resort, aliás, foi parar na primeira página de um dos maiores jornais brasileiros naquele ano.
Enquanto Bom Jardim da Serra, Urubici e Lages vão pouco a pouco se equipando para receber mais turistas, São Joaquim desfruta, inabalável, sua fama – imerecida ou não – de cidade mais fria do Brasil. “Aqui estamos mais preocupados com as plantações de maça. Até os donos de hotel em São Joaquim tem seus pomares”. Confessa o secretário Anderson Outuki. A maçã, introduzida no município nos anos 1970, hoje responde por 80% da comida de São Joaquim , que no entanto tem outros produtos rurais mais interessantes para se levar para casa. Entre eles, os grossos casacos de lã feitos à mão, o poderoso mel de bracatinga (que as abelhas tiram da resina, e não da flor dessa árvore) e o vinho. Pois é, a Serra Catarinense já produz bom vinho, embora o resto do Brasil também não sabia – ainda.

Um Chardonnay de respeito
Assim como a maçã, que chegou a São Joaquim porque um certo pesquisador japonês considerou as condições climáticas perfeitas, o vinho está seguindo o mesmo caminho. Apenas três variedades da bebida foram lançadas no mercado, em pequenos lotes: um rose, um tinto com as uvas Cabernet sauvignon, Merlot e Syrah, e um branco Chardonnay.
Além de degustar essa mais recente surpresa da Serra Catarinense, a visita à vinícola vale a pena pelas belas instalações, que guardam lugar até para uma galeria de arte.
Os ares glaciais dessa inusitada região brasileira, enfim, estão demonstrando que servem para mais coisas do que produzir neve – o que só reforça o convite para você visitá-la. A quem lhe perguntava por que escolher São Joaquim para plantar maçãs, o pesquisador Kenji Ushirosawa costumava responder: “ Pedra a gente remove; montanha a gente plaina, mas clima, não conseguimos mudar”. Bom, pode ser que o clima da Terra até esteja mudando um pouco. Mas o da Serra Catarinense continua prenunciando nevasca. Quem sabe, agora mesmo.

domingo, 11 de maio de 2008

Manaus - Amazonas

Encravada na Floresta Amazônica, Manaus é uma metrópole de quase 1,5 milhão de habitantes e a capital do Amazonas, o maior estado brasileiro. A cidade impressiona pelas belezas naturais, com parques ecológicos e uma sucessão de áreas verdes que parece não ter fim. É uma terra de contrastes, que mescla natureza exuberante, um pólo industrial de alta tecnologia e os resquícios de um passado glorioso, no auge do comércio internacional da borracha.
Manaus surgiu na segunda metade do século XVII, com a construção do Forte de São José da Barra, na margem esquerda do rio Negro, cuja finalidade era proteger a região contra a invasão estrangeira. O nome da capital é referência aos índios manaos, que aí habitavam.
Durante muitos anos, a cidade viveu praticamente isolada. No entanto, a partir do século XIX, com o crescimento do comércio internacional da borracha, cuja matéria-prima, o látex, era extraída das seringueiras nativas da floresta, Manaus começou a atrair a atenção de homens de negócio de todo o mundo.
No fim do século XIX, a riqueza gerada pela exportação da borracha financiou a construção, em plena selva, de prédios luxuosos que reproduziam os estilos arquitetônicos em moda na Europa. No Teatro Amazonas, um dos maiores símbolos do desenvolvimento econômico daquele período, se revezavam orquestras e companhias européias de ópera.
Com o declínio do comércio da borracha, Manaus passou por longo período de esquecimento. Readquiriu importância econômica com a instalação de um parque industrial incentivado pela instituição da Zona Franca, em 1957. Hoje, destacam-se empresas que utilizam tecnologia de ponta para a produção nos setores de eletroeletrônicos, informática e comunicação.

Clima - Chove muito de dezembro a maio, deixando as cachoeiras dos arredores da cidade mais bonitas. No resto do ano, quando chove menos, surgem as praias fluviais no Rio Negro.

Links relacionados:
www.amazonastur.am.gov.br
www.manaus.am.gov.br
www.abavam.com.br

Fonte:http://www.embratur.gov.br

Morro de São Paulo - Bahia

Morro de São Paulo respira o ar puro das ilhas que ainda não convivem com asfalto e automóveis. É dos morros mais verdes do litoral brasileiro, denso e aromático, quando chove. Neste pedaço da Bahia, a diversão começa em praias de águas transparentes: algumas rústicas e reservadas, outras com tradição de animadas festas noturnas.
Não é difícil chegar lá, no vilarejo turístico da ilha de Tinharé, que pertence ao município-arquipélago de Cairu, a 272 km de Salvador. Na capital baiana, as opções de transporte são táxi aéreo, lancha, catamarã e ainda um combinado de balsa, ônibus e barco ou lancha. Qualquer dos meios deixa ver o privilegiado ecossistema da Costa do Dendê, fonte da culinária afro-brasileira.
São quatro as praias principais: Primeira, Segunda, Terceira e Quarta. Quem busca silêncio e privacidade costuma preferir as duas últimas, que ficam relativamente distantes da infra-estrutura de lojas, restaurantes, danceterias e agências de passeio da Primeira e da Segunda. Estas, próximas da rua principal da vila, o Caminho da Praia, atraem o público mais jovem e os festeiros de plantão.
A graça do lugar reside justamente na diversidade de paisagens que pode ser percorrida no mesmo dia. Da muvuca da orla lotada, de gente, de guarda-sóis e de quiosques, até os quilômetros desimpedidos para caminhadas entre piscinas e coqueiros da Quarta Praia, por exemplo.
Outra característica marcante é a forte presença estrangeira entre moradores e turistas. Nos últimos 20 anos, europeus andaram comprando (e cercando) grandes extensões de terra, morro abaixo e morro acima. Morro de São Paulo tem lá seu charme internacional na culinária, nos sotaques e nos cabelos loiríssimos dos herdeiros dos imigrantes nascidos ali.
Ainda que a submersão nas águas cálidas capitalize boa parte da programação diurna, não dá para dispensar as trilhas que desbravam um cenário especial, de ruas de terra no meio da mata. Trilhas fáceis levam às raras construções históricas do período colonial, como as ruínas da Fortaleza e a Fonte Grande. Quem se dispõe a trilhas de dificuldade média pode partir para a vila da Gamboa, a Fonte do Céu e o Teatro do Morro, estes dois lá no alto, numa zona chamada de Mangaba.
O transporte local se limita a tratores puxando cabines para poucos passageiros. Se a hospedagem escolhida não oferecer o translado desde o desembarque, visitantes com bagagem pesada vão precisar do serviço de carregadores, por exemplo.
De Morro, partem embarcações para viagens plácidas rumo a ilhas vizinhas, como a já famosa Boipeba, e também aventuras para velejadores experientes. Mergulhadores iniciantes e veteranos encontram infra-estrutura para o esporte em agências locais.
Antes de mais nada, faça como manda a hospitalidade baiana: relaxe. Respire. Se fizer sol, ótimo. Se despencar água, cores surpreendentes vão brotar das árvores, das bromélias, dos mangues. O festerê noturno segue em etapas e não tem hora para acabar, então descanse durante a tarde, esconda-se do mundo na rede do bangalô ou sob a sombra dos coqueiros.
E continue relaxando ao pôr-do-sol, sente na areia da praia para acompanhar uma partida de futebol com o azul do mar ao fundo, um paredão verde à esquerda (o do Farol) e o vermelho do céu acima.

Informações:
Portal de Turismo da Bahia
www.bahia.com.br
Morro de São Paulo
www.morrodesaopaulo.com.br
Prefeitura Municipal de Cairu
www.cairu.ba.gov.br