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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vitória olímpica de Tóquio pode ajudar plano de recuperação do Japão

Jogos em 2020 poderia incentivar a confiança do consumidor, complementando-se com o plano de Shinzo Abe para reviver a terceira maior economia do mundo

Japoneses celebram a vitória de Tóquio para a disputa da sede dos Jogos Olímpicos de 2020A vitória de Tóquio nas eleições para sediar os Jogos Olímpicos de 2020 impulsionou as ações e poderia incentivar a confiança do consumidor, complementando-se com o plano do primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe para reviver a terceira maior economia do mundo.

Com a economia já se recuperando graças ao impacto das chamadas três “flechas” de Abe – flexibilização monetária, estímulo fiscal e reformas –, a conquista dos Jogos potencia o otimismo de que o Japão conseguirá domar a deflação e alimentar a demanda doméstica. O PIB do país cresceu mais do que o estimado anteriormente no segundo trimestre, expandindo-se a uma taxa anualizada de 3,8 por cento, acima da estimativa inicial de 2,6 por cento, segundo dados publicados hoje.

“A vitória na eleição dos Jogos está melhorando o humor dos investidores”, disse Toshiyuki Kanayama, analista sênior de mercado na Monex Inc, sediada em Tóquio. “Há expectativas de que ela apoie a recuperação econômica do Japão, sendo a quarta flecha do programa de Abe”.

A capital do Japão, que sediou os Jogos de 1964, superou Madri e Istambul para tornar-se a sede da edição de 2020, segundo decidiu o Comitê Olímpico Internacional em Buenos Aires. O evento terá um impacto econômico de cerca de 2,96 trilhões de ienes (US$ 30 bilhões) e criará 150.000 empregos no Japão, segundo estimativas da delegação olímpica de Tóquio feitas no ano passado.

Superando a deflação
“Temos uma grande oportunidade para fazer Tóquio e o Japão brilharem”, disse Abe ontem. “Eu quero superar 15 anos de deflação. Sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos terá efeitos positivos em várias áreas, como a infraestrutura e o turismo”.

A estimativa oficial do governo de que os Jogos gerem um adicional de 0,3 por cento no PIB, com base no valor agregado, é muito modesta, segundo Robert Feldman, diretor de pesquisa econômica para o Japão na Morgan Stanley MUFG Securities Co.

“Tóquio apresentou uma proposta técnica muito forte desde o começo”, declarou ontem num comunicado o presidente do COI, Jacques Rogge, cujo mandado de 12 anos finaliza amanhã. “As três cidades podiam sediar excelentes Jogos em 2020, mas no final foi a proposta de Tóquio a que mais convenceu os membros do COI”.

É possível que a recuperação do mercado não dure, diz Hiroshi Fujimoto, gerente de fundos na Shinkin Asset Management Co., sediado em Tóquio, que supervisa 638.9 bilhões de ienes (US$ 6,4 bilhões) em ativos.

Alta efêmera
“A alta do mercado será efêmera e as ações de melhor rendimento serão vendidas para obter lucros”, disse Fujimoto em entrevista por telefone em 3 de setembro. “Falta muito ainda para os Jogos”.

A campanha de Abe para pôr fim à deflação no Japão com flexibilização monetária e estímulos fiscais tem beneficiado principalmente os investidores e os grandes produtores pela desvalorização do iene frente do dólar, que potenciou os lucros das corporações no exterior e incrementou o rali do mercado acionário.

O plano ainda tem que produzir uma alta nos salários, necessária para potenciar os gastos dos consumidores, essenciais para sustentar a recuperação. Um boom na construção causado pelos Jogos poderia mudar isso.

Tóquio está planejando seu maior projeto imobiliário em 42 anos para hospedar os atletas, projeto que poderia beneficiar desenvolvedores como a Shimizu Corp. e a Mitsubishi Estate Co.

Com valor de 95,4 bilhões de ienes, o complexo da Vila Olímpica ocuparia um lote de 44 hectares próximo à Baía de Tóquio e seria financiado pelos desenvolvedores, segundo afirmou Kenichi Kimura, responsável pela área financeira da proposta da cidade no governo metropolitano de Tóquio, em entrevista em julho. Além disso, o governo planeja investir 153,8 bilhões de ienes para construções e reformas em 11 lugares, disse Kimura.
Fonte: Exame com Bloomberg

sábado, 28 de maio de 2011

Emprego no Japão: Hora de recomeçar para os dekasseguis

Na década passada, os dekasseguis mandavam do Japão para o Brasil, anualmente, perto de US$ 2 bilhões, segundo estimativas oficiais. Em 2002, mandaram US$ 2,5 bilhões. Eram mais de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses, que foram trabalhar na terra de seus ancestrais. Em 2008, veio a crise mundial – e a economia japonesa foi seriamente afetada. E, neste ano, a tragédia com o terremoto seguido de tsunami.



Com tudo isso, quem hoje quer ser dekassegui? Muita gente. Entre os que vieram desempregados pela crise, ou fugidos do cataclismo de 11 de março, há muitos planos para o retorno. Afinal, a região destruída, localizada na costa nordeste do Japão, terá de ser reconstruída. E isso vai exigir muita mão de obra.

Essa, no momento, é uma ideia não só falsa, como perigosa. Quem diz são pessoas que, há anos, lidam diretamente com os esses imigrantes. É o caso de Cori Passos, sócio da Shigoto.com, agência que há 12 anos cuida da colocação e viagem de dekasseguis. Ele disse que a reconstrução, em várias regiões, vai demorar. "Muitas cidades ficam na área contaminada pela radiação atômica", avaliou.

Na Associação Brasileira de Dekasseguis (ABD), fundada há 14 anos em Curitiba (PR), o tom é o mesmo. Glória Takemoto Hamasaki, que lida diretamente com os interessados, pede "bom senso" aos que querem voltar agora. "Não há condições atualmente. O governo do Japão está com dificuldade em manter as pessoas, garantir comida e água."

As perspectivas são de que a necessidade de mão de obra aumente a partir do fim do ano. O Conselho para o Planejamento da Reconstrução do Japão previu, nos últimos dias, que o trabalho dure dez anos. Além disso, os postos que eram ocupados pelos 14,5 mil mortos (e número semelhante de desaparecidos) terão que ser preenchidos.

Mas ninguém quer esperar. Cori afirmou que muitos já chegam com o passaporte dizendo 'chega lá eu me viro'. "Mas hoje a situação está difícil", disse. Segundo Glória, eles se queixam de que fazem jornada regular de trabalho, de oito horas, e que a hora extra desapareceu.

Há os que querem mudar de emprego. "Eu digo não, estão ganhando pouco mas é garantido. Dá para pagar o aluguel, que é caro. Um casal paga US$ 700 (cerca de R$ 1,12 mil)." Para quem quer voltar ou quem quer ir, a especialista é taxativa: "Eu não aconselho. É bom cada um ficar no seu canto, é um risco ficar se mexendo nessa hora."

Glória salientou o problema da especialização da mão de obra. "Muitos não têm qualificação; aprenderam o trabalho lá no Japão como peões de linha de montagem de banco de veículo, por exemplo. Vão querer um posto de trabalho e não vão encontrar."

Em último caso, o conselho dela é: "Melhor vir do que ir". Afinal, aqui sempre se pode conseguir emprego com um parente, com ajuda de um amigo. "Lá não tem condições."
E há outro ponto, diz Helena Sanada, do Centro de Formação e Apoio do Trabalhador no Exterior (Ciate). "Depois da crise de 2008, o Japão passou a exigir que o dekassegui saiba falar, ler e escrever, ainda que minimamente, o japonês".

O Ciate é mantido pelo Ministério do Trabalho do Japão. Na década de 1990, quando os dekasseguis começaram a chegar, não sabiam nada sobre os costumes e as leis do país. O centro foi criado para orientar. Por mês, cerca de 150 interessados se inscreviam no curso, para aprender a língua japonesa, entre outros conhecimentos. Agora, a procura caiu a quase zero.

Novo cenário – Cori lembrou que o mercado de trabalho japonês mudou bastante. O setor de alimentação sempre esteve entre os que mais empregam. Mas, com o vazamento de radiação da usina de Fukushima e a contaminação de alimentos, as exportações de seus produtos declinaram.

Os dekasseguis que têm voltado desde a crise global de 2008 chegam com pouco dinheiro, constatou Glória, da ABD. Tradicionalmente, eles vinham depois de conseguir guardar uma boa quantia, muitas vezes suficiente para comprar uma casa. "Agora, eles vão embora insatisfeitos, por não terem alcançado seus objetivos." Isso explica também porque muitos querem retornar.

No caso dos que chegam, a ABD procura orientar sobre as condições atuais do mercado de trabalho brasileiro. Uma das saídas indicadas pela associação é a abertura de um negócio próprio.

Japão assiste à revoada dos estrangeiros
Os estrangeiros que deixaram o Japão, depois da tragédia de 11 de março, estão sendo chamados pelos japoneses de Flyjin – os gaijins (estrangeiros) que voaram (fly). Entre eles estavam, até 8 de abril, 7.472 brasileiros.

Os números são do Departamento de Imigração do Ministério da Justiça. Antes do 11 de março, havia no Japão 254 mil brasileiros. Formavam o terceiro maior contingente de dekasseguis, depois dos chineses e coreanos. Cerca de 185 mil chineses, 106 mil coreanos e quase 40 mil americanos também se foram.

O termo Flyjin está sendo usado informalmente em redes sociais e mensagens na internet. Seria uma reação dos japoneses que se mantiveram nos postos de trabalho, enquanto os estrangeiros fugiam. Entre esses, circula na colônia uma resposta pronta. Eles dizem que, nas demissões de 2008, motivadas pela crise econômica mundial, os japoneses foram poupados. E os estrangeiros, dispensados. E aqueles não reclamaram, como fazem agora.
Fonte: Diário do Comércio por Valdir Sanches
Fotos:
Jaime Oide e Sílvia Zamboni/Folhapress

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Japão ganha primeira companhia aérea de baixo custo e tenta trazer turistas de volta após terremoto

A primeira companhia aérea de baixo custo do Japão, a Peach ("Pêssego" e também "Adorável", em tradução livre), foi lançada nesta terça-feira, informou o site do "The Wall Street Journal". O nome da companhia, que é subsidiária da ANA, que já opera no Japão, pretende "invocar imagens positivas como juventude, energia, generosidade e longevidade", segundo a companhia.

- O nome foi escolhido para refletir a nossa missão de ser um tipo completamente novo de companhia aérea com destinos no Japão e do país para toda a Ásia. Nosso compromisso é tornar as viagens aéreas mais fáceis e mais acessíveis - disse o CEO da A&F Aviation, Shinichi Inoue.

Mas, esse não é o único diferencial da nova companhia. Os primeiros passageiros certamente irão se surpreender com os uniformes da tripulação, bastante casuais para os padrões japoneses. As funcionárias vestirão calças em vez da tradicional combinação saia, lenço e sapatos de salto, usada pelas duas companhias aéreas dominantes: a Japan Airlines e a própria ANA.

Apesar das características promissoras, a novata, entretanto, já aterrissa no mercado enfrentando dificuldades. O setor aéreo enfrenta a redução no número de passageiros vindos do exterior depois do terremoto de março deste ano e do consequente desastre na usina nuclear de Fukushima .

Os primeiros voos da empresa partirão de sua base, o Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka, sul da ilha de Honshu, para outras cidades japonesas e para o Aeroporto de Incheon, na Coréia do Sul, no início de 2012. Outros destinos do país, como Sapporo, no norte, e Fukuoka, no sul, passarão a ser atendidos em março. Com uma frota de 16 jatos, a expectativa é que Peach atenda 6 milhões de passageiros em até cinco anos.
Fonte: Yahoo com agência O Globo

terça-feira, 22 de março de 2011

São Paulo fará vacinação contra sarampo para quem for viajar





SP fará vacinação contra sarampo para quem for viajar



"Recomendação é para aqueles que viajam tanto para o exterior como por outros Estados brasileiros"


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu convocar as pessoas que irão viajar ao exterior ou a outros Estados brasileiros para que tomem a vacina contra o sarampo. A decisão foi tomada após a confirmação do primeiro caso de sarampo no Estado desde 2005.


O caso é de um morador de Campinas, no interior paulista, de 41 anos, sem documentação de vacina tríplice viral. Ele viajou para Orlando, nos Estados Unidos, em janeiro.


A medida do governo estadual, que serve para os que ainda não foram imunizados contra a doença, evitará que o sarampo circule no território paulista. Além dos viajantes, devem tomar a vacina profissionais de saúde e de educação e os profissionais que atuam no setor de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes.


O Estado de São Paulo não apresenta casos autóctones de sarampo desde 2000. Em 2001, 2002 e 2005 foram identificados quatro casos importados ou vinculados à importação.


Os principais sintomas do sarampo são febre e manchas avermelhadas no corpo, acompanhados ou não de tosse, coriza e conjuntivite. Nesses casos a recomendação é para que a pessoa procure imediatamente um posto de saúde e evite contato desnecessário com outras pessoas até que receba avaliação médica.


Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Passaporte com chip já é emitido em todo o Brasil

passaportecomchip O novo passaporte com chip, também conhecido como E-Passaporte, já está sendo emitido em todo o País desde a última sexta-feira, segundo informações da Polícia Federal (PF). A emissão do novo modelo não invalida os anteriores ainda vigentes.
O documento de viagem eletrônico vai proporcionar mais agilidade, praticidade e conforto aos seus portadores. A tecnologia empregada permitirá a sua utilização, no futuro, em portais automatizados de controle migratório.
Quem possuir o passaporte no modelo anterior (sem chip), e o documento ainda estiver dentro do prazo de validade, não precisa se preocupar em requerer novo documento, pois o modelo sem chip continuará sendo aceito. A substituição acontecerá gradativamente, na medida em que os passaportes expirarem seu prazo de validade, conforme a PF.
Além do dispositivo eletrônico de gravação de dados (chip), o novo documento eletrônico conta com outros dispositivos de segurança como a marca d'água, fundo invisível, fio de segurança, fio de costura composta por três fios de alta qualidade e tinta opticamente variável. O projeto piloto de emissão do novo passaporte começou em dezembro do ano passado, nas cidades de Brasília e Goiânia.
Fonte: Agência Estado

sábado, 8 de janeiro de 2011

Europa vai restringir entrada de imigrantes latino-americanos

Segundo a União Européia, a permissão para a entrada terão novos requisitos
A União Europeia (UE) quer definir para breve uma nova política migratória que atingirá principalmente os latinos-americanos. A exemplo do que foi adotado no Canadá, os europeus analisam a possibilidade de estabelecer regras a partir de uma relação de profissões úteis para cada país do bloco, além de outros critérios para a entrada de imigrantes.
A ideia é autorizar o ingresso apenas de profissionais de nível superior e técnicos cuja mão de obra seja necessária e onde houver carência desses profissionais.
O representante da UE no Brasil, o embaixador português João José Soares Pacheco, afirmou à Agência Brasil que a preocupação dos europeus é definir uma política para o ingresso de imigrantes na região “de forma ordenada”. Segundo ele, o objetivo é dar acesso a todos à segurança social e a garantias trabalhistas.
“Vamos continuar a aceitar os imigrantes. Eles são necessários e fazem parte da nossa política. Nós sabemos que vamos precisar da mão de obra dos imigrantes pois há um envelhecimento da população e faltam trabalhadores em áreas específicas”, disse Pacheco.
O embaixador disse que a relação das “profissões necessárias” ainda não está concluída, mas há subcomissões na União Europeia designadas exclusivamente para tratar do tema. No caso do Canadá, o interessado em migrar deve preencher uma longa ficha, com os dados sobre a profissão, a relação de títulos que afirma ter e ainda deve comprovar que dispõe de renda para sustentar a si e aos parentes ao chegar em território canadense.
Pacheco afirmou que outra preocupação da União Europeia é conter a ação das redes de tráfico de pessoas que atuam na imigração ilegal. Segundo ele, foi criado um órgão específico para cuidar exclusivamente do assunto, que é a Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (Frontex).
“Temos de combater a imigração ilegal, as redes que atuam nesta área não tratam as pessoas como humanos, mas como animais, abandonando-as no deserto e no mar. Isso não pode continuar a ocorrer”, disse o embaixador.
A iniciativa da União Europeia ocorre no momento em que há inúmeras queixas sobre discriminação a imigrantes na Europa. No ano passado, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, apelou para que os europeus não sejam discriminatórios em relação aos imigrantes que vêm de países em desenvolvimento.
Em 2009, o Itamaraty, em nome do governo do Brasil, protestou formalmente em relação ao tratamento discriminatório dado aos turistas brasileiros que tentavam entrar na Espanha. Houve denúncias de restrições nos aeroportos e tratamento desrespeitoso por parte de algumas autoridades policiais.
Um dos casos emblemáticos de suspeita de discriminação a imigrantes envolveu o brasileiro Jean Charles de Menezes. O imigrante brasileiro, que vivia em Londres, foi morto por engano pela Scotland Yard, em 2005, depois de ser confundido com outro estrangeiro de origem árabe suspeito de promover um atentado na cidade. O assassinato gerou protestos no Brasil e na Inglaterra.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A partir de janeiro, visitantes deverão pagar taxa turística para permanecer em Roma

A partir de janeiro de 2011, todos aqueles que programarem uma estadia na capital italiana deverão pagar uma taxa de permanência.
Apesar das polêmicas envolvendo a decisão romana, o prefeito da cidade eterna, Gianni Alemanno, anunciou que o valor cobrado aos visitantes servirá para melhorar a qualidade dos serviços urbanos e infra-estrutura colocados à disposição dos turistas.
A hipótese de introduzir a chamada “tassa di soggiorno” foi cogitada e adiada diversas vezes pela prefeitura romana, mas a verdade é que recente crise econômica européia e a necessidade de aumentar própria fonte de receitas estimularam a administração local a adotar definitivamente a taxa.Heloísa Dall'Antonia/UOL

Em média, a cidade eterna recebe anualmente cerca de 15 milhões de turistas e, segundo o prefeito Alemanno, “é justo que os visitantes contribuam com a manutenção da cidade, já que uma parte do balanço da prefeitura é destinado a despesas como limpeza, transportes e administração de sítios arqueológicos”.
Na prática, com exceção de crianças menores de dois anos de idade, cada pessoa que hospedar-se na capital italiana, por motivos de trabalho ou turismo, será obrigada a pagar uma taxa diária, por um máximo de dez pernoites.
O valor a ser pago, no entanto, será diferenciado de acordo com a categoria hoteleira escolhida pelos visitantes da cidade. Quem hospedar-se em um hotel de quatro ou cinco estrelas, pagará três euros por dia, enquanto os hóspedes de estruturas classificadas como bed & breakfast ou hotéis de 3, 2 ou 1 estrela, pagarão, por sua vez, uma taxa de dois euros por pernoite.
A mesma taxa de 2 euros também será aplicada aos hóspedes que preferirem uma estrutura como um camping, uma casa de aluguel ou um agriturismo, enquanto que os hóspedes de albergues estarão isentos da cobrança.
O valor será cobrado no momento do check-in ou check out e também será aplicado aos turistas que reservaram uma acomodação até 31 de dezembro de 2010, mas hospedarem-se na cidade a partir de 1° de janeiro de 2011.
Outras cidades européias já adotaram uma fórmula parecida e, segundo algumas estimativas, com a “tassa di soggiorno” a prefeitura de Roma deverá arrecadar, a cada ano, pelo menos 30 milhões de euros.
A ministra italiana do turismo, Michela Vittoria Brambilla, declarou-se contrária à taxa romana, lembrando que “em 2009, o setor hoteleiro só conseguiu superar os efeitos da crise porque reduziu em cerca de 8,8% o preço médio das acomodações da capital”.
Ainda em âmbito político, a presidente da associação de categoria Confindustria Alberghi, Maria Colaiacovo, comentou que a notícia sobre a taxa de permanência é alarmante, já que em um momento de crise o setor mais atingido é exatamente aquele do turismo. “Trata-se de uma iniciativa míope que não estimula a competitividade de um mercado que gera empregos e que já contribui com as entradas da prefeitura”, observa.
Fonte: UOL Viagem

domingo, 12 de dezembro de 2010

PF escolhe Brasília e Goiânia para iniciar emissão de novo passaporte

Após período de teste, novo passaporte será emitido em todo o Brasil.
E-Passaporte terá chip inserido na contracapa e leitura por radiofrequencia.
A Polícia Federal escolheu Brasília e Goiânia para implementar o projeto piloto de emissão do novo passaporte brasileiro com chip eletrônico, também conhecido como E-Passaporte. O documento, emitido desde quarta-feira (8), mantém a cor azul da capa, padronizada para países do Mercosul, e traz um chip inserido na contracapa. A leitura será feita por radiofrequência.
Segundo a PF, após passar por um período de testes, tanto nos procedimentos quanto nos sistemas, e eventuais correções e adaptações, o novo passaporte será emitido em todo o Brasil. A tecnologia do chip utilizada no novo passaporte já é adotada por União Européia, Japão, Austrália e Estados Unidos.
De acordo com a PF, o lançamento do novo modelo de passaporte não invalida os anteriores ainda vigentes, não havendo necessidade de substituição antecipada.
O novo documento será mais seguro que o atual, emitido desde dezembro de 2006, porque vai armazenar mais dados e terá fácil leitura no controle migratório. Constarão no chip informações do portador constantes dos dados impressos na zona de leitura mecânica da caderneta (MRZ), foto digitalizada e impressões digitais.
Com o novo passaporte, segundo a PF, será possível implementar portais de auto-atendimento nos postos de controle migratório do país, e assim, diminuir as filas nos aeroportos. Um dos objetivos da medida é agilizar o fluxo de pessoas nos aeroportos em grandes eventos que serão realizados no Brasil, tais como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.
Com a implementação da tecnologia do chip, a PF estima que aproximadamente cinco milhões de brasileiros portarão passaporte eletrônico até julho de 2014. Atualmente, a taxa para confecção do novo passaporte é de R$ 156,07.
Fonte: G1

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PF amplia horário para emissão de passaportes em SP

A Polícia Federal (PF) em São Paulo ampliou o horário de atendimento para emissão de passaportes com o objetivo de aumentar o número de horários disponíveis na internet para agendamento e recuperar parte do atraso causado pela pane no sistema informatizado na semana passada.
No principal posto de atendimento, na Superintendência da Lapa, o novo horário de funcionamento é das 7 horas às 21 horas durante a semana e das 8 horas às 13h30 aos sábados. No total, deverão ser atendidas cerca de 900 pessoas a mais por semana, segundo a PF.
No Posto Avançado do Shopping Light, no centro, durante a semana o horário é das 9 horas às 19 horas e aos sábados das 9 horas às 13h30. Com essa ampliação, será possível atender cerca de duas mil pessoas a mais durante o período especial.
Os novos horários de funcionamento na Superintendência da Lapa e no Posto Avançado do Shopping Light começaram a ser disponibilizados no último dia 7 e devem permanecer por 30 dias, até o próximo dia 6 de novembro, de acordo com informações da PF.
Atualmente, são atendidas na Superintendência Regional da PF em São Paulo aproximadamente 800 pessoas por dia. Se forem considerados todos os postos de atendimento na capital e região metropolitana, esse número aumenta para 1.800 usuários. Mais informações no site www.pf.gov.br.
Fonte: Agência Estado

Taxa para emitir passaporte deve ter reajuste em 2011

A Polícia Federal (PF) pretende aumentar o valor da taxa para emissão de passaporte em 20,77%, segundo informações do Ministério da Justiça. Atualmente, o documento custa R$ 156. A nova taxa, que deverá ser cobrada a partir do próximo janeiro, repõe apenas a inflação do período entre dezembro de 2006 e 2010, de acordo com a pasta.
A partir de dezembro, o órgão irá implantar um chip nos passaportes para aumentar a segurança contra falsificações, segundo informou a PF. A tecnologia permitirá ampliar o armazenamento de dados e facilitar a leitura no controle migratório. No entanto, segundo o Ministério da Justiça, o valor da implantação da tecnologia não será repassado ao cidadão. A pasta, porém, não soube informar o valor exato do reajuste.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brasileiro é o mais barrado em aeroportos da Europa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, não perdem a oportunidade de declarar que Brasil e União Europeia (UE) são aliados. Mas, nas fronteiras, a realidade é diferente. Dados da Frontex - agência europeia de controle de fronteiras - mostram que, no primeiro trimestre de 2010, os brasileiros foram os mais barrados em aeroportos da Europa.
Segundo a agência, 25.400 estrangeiros tiveram entrada rejeitada entre janeiro e março - número menor que o de trimestres anteriores, provavelmente pela crise na zona do euro. Deles, 1.842 eram brasileiros - 6,3% a mais que no final de 2009. O volume só perde para o total de ucranianos barrados, que chega a 5 mil. Estes, porém, não são obrigados a tomar aviões - até andando podem tentar cruzar a fronteira de seu país com a UE.
Para os europeus, os brasileiros barrados não deram garantias de que voltariam ao País e eram suspeitos de tentar entrar de forma irregular. Muitos deportados, no entanto, têm versões diferentes.
Segundo a Frontex, os dados se justificam pela distância entre Brasil e Europa. Se africanos podem tentar entrar por barco e a cidadãos do leste europeu basta pegar um carro, os brasileiros precisam do avião. Mesmo assim, os vetos a brasileiros superam os de nigerianos, chineses e indianos.
Oficialmente, não é preciso visto para um brasileiro entrar na Europa. Mas, com políticas imigratórias cada vez mais restritas, a UE e seus 27 países vêm endurecendo os controles em fronteiras e aeroportos. No caso dos brasileiros, a instrução dada aos policiais aduaneiros é a de pedir provas de que têm dinheiro, hotel para ficar e, principalmente, passagem de volta.
Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Juizados especiais dos aeroportos fazem mais de dois mil atendimentos em 30 dias

Em 30 dias, os juizados especiais dos aeroportos, criados para solucionar problemas entre passageiros e companhias aéreas, fizeram 2.740 atendimentos. Na última segunda-feira, as unidades judiciais completaram um mês de funcionamento com 476 acordos de conciliação firmados e 1.277 pedidos de informação.
De acordo com o levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), os juizados nos aeroportos de Cumbica e Congonhas, ambos no estado de São Paulo, somaram 920 reclamações e 188 acordos firmados entre as partes. Já no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, foram 774 atendimentos, com 187 acordos e 172 pedidos de informação.
Os juizados mais procurados foram os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Até o último domingo, foram feitos 1.046 atendimentos, com 101 acordos fechados, 416 petições iniciais distribuídas e 529 pedidos de informação.
A implantação das unidades judiciárias é decorrente do aumento de reclamações em relação ao serviço de transporte aéreo. Nos juizados especiais, os passageiros procuram soluções para problemas, como atrasos e cancelamentos de voos, overbooking, extravio, violação e furto de bagagens ou falta de informações.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Turistas podem trazer do exterior bens de uso pessoal sem pagar impostos

O turista brasileiro já pode trazer do exterior bens considerados de uso pessoal sem pagar impostos. O Diário Oficial da União publicou hoje (2) a Portaria 440, assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que inclui essas regras. A portaria também acaba com a necessidade de declaração para a saída temporária de bens já importados.
De acordo com a portaria, é permitido que o viajante traga bens novos ou usados, para consumo pessoal ou para dar como presente, que “pela sua quantidade, natureza ou variedade, não permitam presumir importação ou exportação com fins comerciais ou industriais”.
Estão permitidos bens de uso ou consumo pessoal, como roupas e higiene, por exemplo. Máquinas fotográficas e telefones celulares também fazem parte da permissão, mas foram excluídos filmadoras e computadores pessoais.
O viajante pode trazer, no máximo, 12 litros de bebidas alcoólicas, dez maços de cigarros com 20 unidades cada um, 25 unidades de charutos ou cigarrilhas e 250 gramas de fumo. A Receita Federal liberou de impostos a compra de até 20 unidades de pequenos presentes que custem menos de US$ 10, mas desde que não haja mais de dez idênticas.
Fonte: Agência Brasil

Posted via email from Shigoto.com Agencia de Turismo

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Juizado especial em aeroportos começa a funcionar hoje

Justiça atenderá passageiros que tiverem problemas com extravio de bagagens, atrasos, cancelamentos de voo e outros problemas
Começa nesta sexta-feira (23/07) o funcionamento dos Juizados Especiais nos cinco principais aeroportos do País para atender passageiros que tiverem problemas com extravio de bagagens, atrasos e cancelamentos de voos ou outras falhas relacionadas ao serviço de transporte aéreo. Os juizados foram instalados nos aeroportos Juscelino Kubitschek, em Brasília, Antonio Carlos Jobim (Galeão) e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas e Guarulhos (Cumbica), em São Paulo.
A criação está sendo feita pelos Tribunais de Justiça (TJs) e Tribunais Regionais Federais (TRF) dos Estados, sob a orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por conta do aumento de reclamações. O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, vai participar da cerimônia no aeroporto Juscelino Kubitschek, hoje à tarde.
Já o presidente do TJ do Rio, desembargador Luiz Zveiter, inaugura o juizado especial do Santos Dumont e, em São Paulo, o presidente do TRF da 3ª Região, desembargador Roberto Luiz Haddad, assina portaria que regulamentará o funcionamento dos juizados paulistas.
Em todas as unidades, os passageiros poderão solucionar eventuais conflitos relacionados a viagens, como overbooking, atrasos e cancelamentos de voos, extravio, violação e furto de bagagens e falta de informação, entre outros, sem sair do aeroporto. Os juizados especiais deverão funcionar em salas cedidas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em locais de fácil acesso, com sinalização adequada e por tempo indeterminado.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Companhia aérea vai testar lugares para passageiros viajarem de pé

Passagens para viajar em assentos verticais custariam cerca de R$ 10 e serão testadas no ano que vem.

Uma conhecida companhia aérea europeia, especializada em voos baratos, disse ter planos de oferecer lugares para passageiros viajarem em pé em seus aviões, com passagens que custariam 4 libras (cerca de R$ 10).
A irlandesa Ryanair, que recentemente gerou polêmica ao anunciar que pretendia cobrar 1 libra (cerca de R$ 2,70) pelo uso dos banheiros a bordo dos aviões, afirmou que pretende oferecer as passagens para viagens em pé justamente com os recursos arrecadados na utilização dos sanitários.O plano é remover as últimas dez fileiras de assentos dos 250 aviões da companhia e substituí-los por 15 fileiras de assentos verticais. Dois banheiros da parte de trás também poderiam ser removidos.

A empresa planeja colocar o projeto em funcionamentol em 2011  ou 2012A empresa planeja colocar o projeto em funcionamento em 2011 ou 2012 (Foto: Ryanair)

De acordo com o presidente-executivo da Ryanair, Michael O'Leary, testes para avaliar a segurança dos assentos verticais serão realizados no ano que vem.
As mudanças ajudariam a incluir entre 40 e 50 passageiros a mais em cada voo.Os passageiros continuariam usando cintos de segurança, que passariam por cima do ombro, assim como os utilizados atualmente pela tripulação durante os voos.

Segurança

O projeto foi detalhado em um programa de TV na Grã-Bretanha e recebeu críticas da Autoridade de Aviação Civil do país, que questionou a segurança dos assentos.A Agência de Segurança de Aviação Europeia (Easa, na sigla em inglês) também reagiu negativamente à ideia, dizendo que suas regras teriam de ser reescritas para que fossem permitidos assentos verticais nos voos da Ryanair.
As especificações da Easa ditam que "um assento tem de ser oferecido para cada ocupante que completou seu segundo aniversário".
"Esta ideia é inédita e improvável de ser aprovada em um futuro próximo", afirmou um porta-voz da Easa.Já o porta-voz da companhia Stephen Mcnamara disse que eles estão "confiantes que os assentos vão passar nos testes de segurança".
"A Boeing consegue mandar um homem para a lua, então tenho certeza de que eles conseguem transformar estes (assentos) em um sucesso", afirmou McNamara.
A companhia admite, porém, que as duas ideias inovadoras - cobrança pelo uso de banheiros e assentos verticais - estão em "fases bem iniciais".
Os testes de segurança começariam em 12 meses e os planos são viabilizar o projeto em um prazo de entre 18 meses a dois anos.Além disso, os aviões com assentos verticais seriam inicialmente utilizados apenas em voos de curta duração, de menos de uma hora, apesar de haver planos de instalar os lugares alternativos também em voos mais longos no futuro.
A Ryanair se defendeu das acusações de que suas ideias são apenas uma forma de atrair publicidade.

"As pessoas sempre são lentas para aceitar as mudanças que a indústria de aviação enfrenta, apesar de ela já estar praticamente irreconhecível se comparada àquela existente há 20 ou 30 anos", disse o porta-voz da companhia.
"Nós já retiramos balcões de check-in, uma ideia que há dois anos as pessoas consideravam uma piada. Nós acreditamos completamente que estas novas propostas são o futuro."
Fonte: BBC


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nova norma da Anac para passageiros já está em vigor

Com mudanças, direitos ao consumidor são ampliados. Empresas aéreas devem prestar assistência ao passageiro na 1ª hora de atraso
A nova norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que amplia os direitos dos passageiros entrou em vigor no último domingo (13/06). A Resolução nº 141 da Anac diz respeito aos direitos do passageiro em voos atrasados, cancelados ou em caso de preterição (impedimento de embarque por necessidade de troca de aeronave ou overbooking).
As principais mudanças são a redução do prazo em que a companhia deve prestar assistência ao passageiro - antes as empresas aéreas tinham 4 horas, agora tem de resolver já na primeira hora de atraso, a ampliação do direito à informação e a reacomodação imediata nos casos de voos cancelados, interrompidos e para passageiros preteridos de embarcar em voos com reserva confirmada. Veja nesta tabela da Anac as principais inovações.

Reembolso
A partir de agora, o reembolso ao passageiro poderá ser solicitado imediatamente nos casos de preterição, cancelamento do voo e quando houver estimativa de atraso superior a 4 horas. Pela norma antiga, a empresa aérea podia esperar até 4 horas para reacomodar o passageiro em outro voo, providenciar o reembolso do valor pago e facilitar a comunicação e a alimentação.
Pela nova norma, a empresa fará a devolução do valor de acordo com o meio de pagamento efetuado, mas se o bilhete já estiver quitado, o reembolso será imediato. No caso de passagem aérea financiada no cartão de crédito e com parcelas a vencer, o reembolso seguirá a política da administradora do cartão.
Com a entrada da resolução em vigor, nos casos de atrasos, cancelamentos ou preterição, a companhia aérea é obrigada a comunicar os direitos do passageiro, inclusive entregando-lhe folheto com a informação e se solicitado a empresa terá que emitir uma declaração por escrito confirmando o ocorrido.
Segundo a Anac, a medida prevê também que a companhia ofereça outro tipo de transporte para completar o trajeto que tenha sido cancelado ou interrompido, desde que tenha a anuência do passageiro. Caso contrário, ele poderá esperar o próximo voo disponível ou ainda desistir da viagem, com direito ao reembolso integral da passagem. As multas para o caso do não cumprimento das normas podem variar de R$ 4 mil a R$ 10 mil por ocorrência, segundo a Anac.

Direitos
Caso o consumidor tenha algum desses direitos desrespeitados ele deve procurar o posto da Anac no aeroporto onde estiver e registrar queixa. A Anac também recomenda acionar os órgãos de defesa ao consumidor em caso de descumprimento da norma.
Nesta segunda-feira (14/06), a Anac divulgou o balanço do setor de transporte aéreo. O movimento cresceu 20,2% no doméstico e 21% no internacional em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Pelo 12º mês consecutivo, a demanda pelo transporte aéreo registrou crescimento nas rotas domésticas.
Fonte: IG – Último Segundo

terça-feira, 15 de junho de 2010

Passaportes terão chip eletrônico a partir de dezembro

A partir de dezembro, os passaportes comuns emitidos pela Polícia Federal terão chip eletrônico, tecnologia já adotada por países da União Europeia, Japão, Austrália e Estados Unidos. O novo documento será mais seguro que o atual, emitido desde dezembro de 2006. Por dia, a Casa da Moeda emite de 5 mil a 6 mil passaportes comuns.
O contrato com a Casa da Moeda para a emissão do novo modelo foi publicado no dia 7 no Diário Oficial da União. O passaporte com chip vai custar quase o dobro para a PF, segundo o gerente de Logística, Rogério Galoro. O Ministério da Justiça, responsável por determinar os valores do documento, confirmou que a taxa de emissão vai aumentar, mas o porcentual não foi definido. Segundo a pasta, "não será um aumento exorbitante". Quando o modelo mudou, há quatro anos, a taxa aumentou de R$ 89,10 para R$ 156,07.
A cor azul, padronizada para países do Mercosul, será mantida no novo passaporte, que terá um símbolo na capa indicando a presença do chip. As dez digitais, a foto e a assinatura ficarão armazenadas nele. Inserido na contracapa, não ficará exposto e a leitura será feita por radiofrequência. A página com informações do passageiro ainda será enrijecida. "E o chip é travado, ninguém consegue alterar os dados. Além disso, pode ser lido por qualquer autoridade de imigração do mundo", diz Galoro.

Guichê - A PF vai começar, ainda neste ano, a compra de guichês de imigração automáticos que fazem a leitura do chip do passaporte e a análise biométrica do passageiro. Essa prática deverá reduzir as filas nos principais aeroportos.
A PF define ainda este mês se vai testar, em Brasília, o chamado ''e-gate''. O governo de Portugal, que adotou o sistema em 2007 em seus aeroportos, se dispôs a emprestar dois exemplares do equipamento ao Brasil para os testes.

Fonte: AE - Agência Estado

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Aeroporto de Guarulhos vai ganhar terminal provisório

O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, deverá ter até dezembro um novo terminal de passageiros. Batizado de Módulo Operacional, o espaço terá capacidade para receber até 1 milhão de passageiros por ano, o que ajudará a desafogar os dois terminais existentes.
Os planos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que serão anunciados amanhã, incluem a retomada das obras nas pistas e no pátio de aeronaves, paralisada desde março do ano passado por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), além da construção de mais dois módulos operacionais até junho de 2013.
Os módulos operacionais são uma espécie de galpão pré-moldado que reproduz, de forma mais simples, as mesmas configurações de um terminal tradicional. O Aeroporto de Florianópolis foi o primeiro a receber um desses. A estratégia da Infraero é erguer módulos nos aeroportos mais congestionados do País, como Brasília, Goiânia e Vitória, para que se consiga absorver a demanda com um padrão mínimo de conforto, enquanto as obras definitivas não ficam prontas.
Para os técnicos, trata-se de uma solução de baixo custo (R$ 2.500 por metro quadrado), rápida instalação (em média, fica pronta nove meses após o início da licitação) e que pode ser reaproveitada por aeroportos menores.
O primeiro módulo no Aeroporto de Guarulhos será montado no espaço onde hoje funcionam hangares de manutenção. Os outros dois ficarão em áreas antes ocupadas pelas extintas Vasp e Transbrasil - um com capacidade para receber 3 milhões e o outro, 2,5 milhões de passageiros por ano.
Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Aeroporto de Guarulhos vai ganhar scanner corporal

Passageiros que embarcarem em quatro grandes aeroportos brasileiros podem ser selecionados, a partir deste mês, para passar pelo novo e polêmico aparelho de escaneamento corporal, o "body scanner". O equipamento, que funcionará na área de embarque internacional de Guarulhos (SP), Galeão (Rio), Recife e Manaus, foi apresentado ontem pela Polícia Federal (PF). O objetivo é impedir o embarque de armas, explosivos ou drogas.
O uso do aparelho em aeroportos dos Estados Unidos e do Reino Unido levantou questionamentos sobre a invasão da intimidade dos passageiros, já que a máquina permite enxergar "sob as roupas" dos investigados. A PF esclareceu que a imagem - gerada a partir da radiação emitida pelo equipamento, como uma radiografia - só tem capacidade de mostrar ossos, órgãos, objetos e o contorno do corpo.
O superintendente da PF no Rio, Ângelo Gioia, admitiu que a técnica pode ser considerada invasiva, "mas no limite". "A legislação permite a busca pessoal quando há fundadas suspeitas de atividade ilícita. Esta técnica seria menos invasiva que outras já em vigor, mais constrangedoras", afirmou. "Nunca há excesso quando se fala de segurança."
Quando o scanner entrar em operação nos quatro aeroportos, suspeitos não deverão mais passar por revistas pessoais ou se despir durante os procedimentos de buscas. Se um passageiro despertar a desconfiança dos agentes durante os procedimentos de segurança tradicionais antes do embarque, ele será levado a um ambiente reservado e passará sob um portal - no mesmo formato dos detectores de metais - em um procedimento que dura cerca de sete segundos. Como nas revistas tradicionais, mulheres só poderão ser acompanhadas por policiais do sexo feminino.

Sem violação
O uso do novo equipamento não pode ser considerado uma violação da intimidade, segundo o procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ), Ronaldo Cramer. "A segurança do voo e do aeroporto é uma questão de interesse público, que supera a garantia da intimidade", afirma. Na visão dele, uma vez que substitui métodos tradicionais, como a revista por apalpamento e buscas que obrigam o suspeito a se despir, o equipamento pode ser avaliado como menos invasivo. "Trata-se de uma medida menos constrangedora do que as que estão em vigor."
Fonte: AE - Agência Estado

quinta-feira, 29 de abril de 2010

UE vai suspender restrição a líquidos em aviões a partir de 2013

A União Europeia (UE) voltará a permitir que passageiros de aviões embarquem com produtos líquidos na bagagem de mão a partir do dia 23 de abril de 2013, "no mais tardar", segundo informou nesta quinta-feira a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco. Até então, a UE acredita que todos os aeroportos do bloco estarão equipados com novos scanners que permitirão fiscalizar todas as substâncias líquidas levadas pelos passageiros.
A União Europeia (UE) voltará a permitir que passageiros de aviões embarquem com produtos líquidos na bagagem de mão a partir do dia 23 de abril de 2013, "no mais tardar", segundo informou nesta quinta-feira a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco. Até então, a UE acredita que todos os aeroportos do bloco estarão equipados com novos scanners que permitirão fiscalizar todas as substâncias líquidas levadas pelos passageiros. Já a partir de abril de 2011 a UE entrará em um período de transição no qual serão levantadas as restrições a produtos líquidos adquiridos nas lojas duty-free de aeroportos e aviões de países não-europeus, desde que transportados em sacos plásticos transparentes e lacrados. Atualmente isso só é permitido para os produtos adquiridos em aeroportos ou voos europeus, além de Estados Unidos, Canadá, Cingapura e Croácia, países com os quais a UE estabeleceu acordos de segurança.
Revisão
A decisão de acabar com a proibição faz parte de uma revisão das regras de segurança aérea adotadas pelas autoridades europeias desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A UE passou a proibir a presença de produtos líquidos na bagagem de mãos dos passageiros de companhias aéreas em novembro de 2006, depois que o governo britânico descobriu, em agosto daquele ano, um plano para explodir um voo com o uso de explosivos líquidos. "Aprendeu-se muito desde que entraram em vigor as primeiras regras estabelecendo critérios comuns de segurança aérea para toda a UE, depois do 11 de Setembro", justificou o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas. "Trata-se de melhorar com a experiência dos últimos anos e dinamizar os procedimentos para que os controles de segurança sejam mais fáceis de ser implementados diariamente", explicou. Com a iniciativa, a UE também espera reduzir os custos com medidas de segurança e o tempo necessário para os passageiros realizarem conexões. Fonte: Último Segundo com BBC Brasil