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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Medicina do viajante propõe cuidados além de vacinação obrigatória; veja dicas

Destino escolhido, passagens compradas e malas prontas. Já foi o tempo em que essas eram as únicas preocupações daqueles que deixavam suas casas para ganharem o mundo durante viagens de férias ou a negócios. A Medicina do Viajante, área voltada aos cuidados médicos relacionados aos deslocamentos entre cidades e países, começa a ganhar espaço no Brasil e na lista de preparativos de turistas que, mais do que roupas e produtos estéticos, têm reservado espaços na bagagem para remédios, comprovantes de vacinas e itens adequados de higiene.
"O objetivo não é ameaçar, mas oferecer um instrumento para que o viajante possa aproveitar uma viagem sem risco", explica o infectologista Marcos Vinícius da Silva.
Os cuidados começam com uma consulta pré-viagem, com duração de aproximadamente uma hora, em que médico e paciente (ou “viajante”, como insiste Silva) analisam o roteiro planejado. Além das medidas mais práticas, como a aplicação de vacinas de acordo com o destino, o check up inclui uma avaliação individual das atuais condições de saúde do passageiro, os locais pelos quais irá passar, os tipos de hospedagem contratados e os meios de transporte utilizados.
Foi pensando nisso que Ricardo* procurou uma clínica especializada no assunto antes de se aventurar 250 km adentro no Parque Indígena do Xingu, entre o Pará e o Mato Grosso. Soropositivo, esse viajante esteve alguns dias na região para pescar com os amigos em uma área isolada e sem nenhuma infra-estrutura.
“Saí melhor preparado dessa vez, desde a hora que deixei São Paulo até o meu retorno. A gente se sente mais seguro quando tem conhecimento do que pode acontecer e está preparado”, explica Ricardo. Nesse caso, preparação significou uma alimentação sem ingredientes crus, frutas bem lavadas, constante higienização das mãos e uso de repelente especial para evitar feridas causadas por picadas.
“O viajante só costuma se lembrar das questões de saúde quando se trata de uma obrigação oficial (caso da exigência da vacina contra febre amarela para países como Bolívia e África do Sul). Caso contrário, essa será sua última preocupação”, alerta Marcos Vinícius que, além de infectologista, é um experiente desbravador de territórios selvagens como a Ilha da Queimada e comunidades ribeirinhas do rio Tapajós.
É com esse currículo eclético que o médico costuma orientar seus pacientes com dicas preciosas que valem não só antes do embarque, mas também após o retorno à cidade de origem.

Veja algumas dicas dadas pelos profissionais da Medicina do Viajante:
- Muitas vezes, o futuro paciente já sai de casa com condições patológicas pré-existentes. Por isso, recomenda-se uma consulta anterior com pelo menos quatro semanas de antecedência à viagem;
- Seguros de saúde costumam encaminhar seus clientes para hospitais comuns, o que pode causar erros de diagnóstico no caso de uma doença inexistente naquele país;
- Poucos sabem, mas é recomendável fazer também uma consulta pós-viagem para diagnóstico e tratamento de possíveis doenças adquiridas nos locais visitados;
- Um profissional da medicina do viajante pode orientá-lo sobre possíveis doenças emergentes, como são chamadas as enfermidades que não existiam como a gripe causada pelo vírus influenza;
- Um dos maiores vilões nos países africanos é a malária, doença transmitida pela picada de inseto e que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, só é superada pela AIDS em número de mortes. Para quem vai fazer safáris, deve-se ter em conta que roupas claras ou coloridas atraem a atenção de mosquitos, bem como perfumes e repelentes com aloe vera. Coincidentemente, os melhores horários para observação de animais selvagens é pela manhã e no fim de tarde, quando os mosquitos transmissores da doença estão na ativa;
- Na Ásia, a poliomielite e a encefalite japonesa, uma infecção aguda responsável por um quadro neurológico gravíssimo, são algumas das preocupações que devem ter os viajantes que visitam esse continente que muitas apresentam condições higiênicas insatisfatórias;
- Na América do Sul, onde países andinos como Bolívia e Peru podem causar tanto fascínio quanto dores de cabeça, a preocupação deve ser com a alimentação na rua, febre amarela em algumas regiões de floresta e o clássico “mal de altura” que acomete os que visitam cidades altas, como Cusco, próximo a Machu Picchu. Ainda assim, cada roteiro exige uma orientação diferente;
- Mergulho e avião são duas combinações mortais para o viajante, devido aos altos riscos de uma embolia gasosa. Recomenda-se não voar em até 24 horas após a realização dessa atividade marítima;
- Os cuidados não são apenas necessários em viagens por países subdesenvolvidos. A Europa também exige cuidados. Os Alpes e as estações de esqui são alguns dos locais que merecem atenção redobrada, não só pelo risco de enjôos em altas altitudes, mas pela possibilidade de queda. Aliás, vale lembrar que tombos em geral são a principal causa de acidente entre os que viajam. Certas regiões rurais sofrem também com a brucelose, doença causada por uma bactéria encontrada em laticínios caseiros.

Recomendações para antes de viajar de avião *
- Evite as viagens aéreas se você estiver com algum problema respiratório ativo, como pneumonia e sinusite, ou complicações cardiovasculares;
- Faça uma avaliação médica pré-voo caso você tenha passado por alguma cirurgia, recentemente;
- Não viaje com fraturas recentes ou não tratadas;
- Gestantes com mais de 36 semanas de gravidez (ou 32 nos casos de gestação múltipla) devem portar autorização médica para viajar;
- Viaje com recém-nascidos apenas após duas semanas do nascimento;
- Tenha em mãos a medicação em quantidade exata para ser usada durante o voo, bem como a receita, as dosagens e horários de uso;
- Em caso de haver fuso, consulte seu médico para possíveis ajustes de horários de ingestão;
- Evite consumir líquidos em excesso ou comidas gordurosas, sobretudo se você já apresenta tendência a ter enjôo também em viagens terrestres ou marítimas. Lembre-se que a região próxima às asas costuma ser menos turbulenta
* Recomendações fornecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)

Serviço
Veja locais onde é possível obter mais informações sobre Medicina do Viajante e cuidados antes de viajar:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
Tel: 0800 642 9782
portal.anvisa.gov.br

Hospital Emílio Ribas
Av. Doutor Arnaldo, 165 – Pacaembu (São Paulo)
Tel: (11) 3896-1400. O hospital realiza até dez consultas diárias, de segunda a sexta. A espera para esse atendimento gratuito pode ser de até uma semana
www.emilioribas.sp.gov.br

Clínica Prof. David E. Uip
Alameda. Gabriel Monteiro da Silva, 429 – Jardim América (São Paulo)
Tel: 3081-8144
De seg. a sex. das 8h às 20h; sáb. das 8h às 13h
R$ 350 (consulta de uma hora)
www.viajecomsaude.com.br

International Society of Travel Medicine
www.istm.org

(* A pedido do entrevistado, seu nome foi ocultado)
Fonte: UOL por Eduardo Vessoni

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

10 dicas para quando for em restaurante japonês

10 dicas para quando for em restaurante japonês

por Rosana Kamiya

Quando se entra em um restaurante japonês, é costume alguém recepcioná-lo com um irashaimase (seja bem-vindo). Basta o cliente responder com um aceno com a cabeça.

1) O primeiro teste de fogo em um restaurante japonês é aprender a segurar o hashi corretamente. Eles devem ser mantidos sempre paralelos. Para segurá-los, o melhor jeito é do meio para cima. Nunca na parte inferior, pois dificultará a realização dos movimentos.

2) A principal função do oshibori (toalhinha quente ou gelada)que o garçom traz logo que o cliente senta-se à mesa, é limpar as mãos. Depois, é só colocá-la sobre a mesa novamente, sem dobrá-la. No Japão é hábito limpar a testa, o rosto inteiro. No Brasil, pode soar grosseiro.


3) De um modo geral, as pessoas nunca devem se inclinar à mesa para tomar o saquê, comer o arroz, tomar o misoshiru, etc. No caso específico do saquê o correto é levar o recipiente até a boca. Para tomar o saquê existem dois tipos de recipientes: o massu, o "copo" quadrado usado para tomar o saquê frio, e o tyoko, próprio para o saquê quente. Ambos devem ser segurados com as duas mãos. Se o massu vier acompanhado por um pires, o que geralmente acontece, a pessoa deve pegar apenas o recipiente. O pires continuará sobre a mesa.

4) Quando servimos um convidado com a mão direita, significa que ele é um aliado, um amigo. Com a mão esquerda, trata-se de um inimigo. Por isso, servir com a mão esquerda é uma ofensa. Essa regra foi herdada dos samurais no Japão feudal e permanece válida até os dias de hoje.

5) O misoshiru é uma sopa que não deve ser tomada de colher. O correto é levar o chawan (tigela) próximo à boca. Os ingredientes sólidos, como o wakame e o tofu, são pegos com o hashi. Enquanto toma o caldo, o hashi pode continuar na mão. Nunca tome o caldo manipulando o hashi no chawan. Embora possa parecer estranho, fazer "barulho" ao tomar qualquer tipo de sopa não é falta de educação para os japoneses. Muito pelo contrário, para eles significa que o prato está delicioso. A única sopa japonesa que pode ser tomada com colher é o lamen.

6) Não use talheres para cortar o sushi. A comida japonesa deve ser apreciada também pelo seu visual. Por isso, alguns alimentos são do tamanho exato para que não precisem ser cortados. Esse é o caso de alguns tipos de sushis e dos sashimis. O sushiman faz esses alimentos como se fossem obras de arte. Para quem não sabe manipular os hashis, é aconselhável pedir aquele hashi que é preso pelas pontas superiores, se assemelhando a uma pinça. A maioria dos restaurantes japoneses tem esses hashis.

7) Não se deve espetar o hashi (palitinhos) na comida, principalmente no arroz. Além de ser visualmente feio, esse ato tem um sentido especial para os nipônicos. Espetar o hashi na vertical só é utilizado nas missas religiosas, quando os japoneses oram e acendem incensos no butsudan (oratório).


8) O jeito correto de descansar os hashis é deixá-los paralelos à borda da mesa (ao contrário do que é feito com os talheres ocidentais, que ficam no sentido vertical). Quanto mais discreto, melhor. Por isso, evite deixá-los jogados sobre a mesa ou apontando para a mesa do vizinho. O ideal é mantê-los no apoiador próprio e não em cima das tigelas. Caso o restaurante não ofereça o apoiador, o cliente pode improvisar um dobrando a própria embalagem do hashi em formato de nó.


9) Evite passar a comida de um hashi para outro. Outras manias que devem ser evitadas são: chupar a ponta do hashi, gesticular com ele na mão ou mesmo apontar para as pessoas e para os alimentos.


10) Os recipientes onde são colocados o shoyu, o wasabi e outros temperos são individuais, não deve ser compartilhado. O ideal é colocar somente um pouco do molho para evitar que ele transborde na hora de temperar o sashimi ou o sushi. Deixar o recipiente com grãos de arroz é considerado uma gafe, já que é o peixe do sushi (e não o arroz) que deve ser passado no shoyu.

Posted via web from Shigoto.com Agencia de Turismo

domingo, 11 de maio de 2008

Orientações para quem vai viajar ao exterior

Nos últimos anos, a maioria dos países no mundo tem adotado medidas mais rígidas no controle de entrada e circulação de estrangeiros nos seus territórios. Por isso, quando você for viajar para algum país, para turismo, estudo ou trabalho, cuidados redobrados devem ser tomados antes da sua partida. Seguem algumas recomendações:
• Cada país utiliza diferentes critérios e exigências para a entrada e permanência de estrangeiros. Certifique-se junto à Embaixada ou Consulado do país para onde for viajar quais são esses requisitos, dependendo do objetivo da sua viagem.
• Não viaje com visto de turista, caso seu objetivo seja estudar ou trabalhar no país de destino. Você poderá ser preso e deportado.
• Alguns países não exigem visto para turistas brasileiros. Essa dispensa não serve para quem for estudar ou trabalhar.
• Estar de posse de visto de entrada ou estar dispensado do visto não dá direito à entrada automática naquele país. A decisão final sobre sua entrada somente é dada no ponto de entrada pela autoridade de imigração. É decisão soberana de todo país aceitar ou não a entrada de cada estrangeiro no seu território. A desconfiança sobre os reais motivos da ida ao país é motivo suficiente para não permitir a entrada do estrangeiro. Adote sempre tom respeitoso e evite cair em contradições nos contatos que porventura mantenha com as autoridades estrangeiras.
• Da mesma forma, as Embaixadas e Consulados estrangeiros no Brasil não são obrigados a conceder os vistos solicitados. A recusa em conceder um visto não necessita ser justificada ao requerente.
• Desconfie de intermediários que prometem levar você a algum país sem os documentos exigidos. Trata-se de imigração ilegal e você poderá acabar preso naquele país.
• O tempo que você poderá ficar no país de destino será determinado pela autoridadede imigração no ponto de entrada. Verifique bem qual foi o prazo autorizado no seu caso.
• Leve consigo os endereços e telefones das Embaixadas e Consulados brasileiros no seu país de destino. Em caso de dificuldade, não hesite em contatá-las.
• Caso venha a ser detido por alguma autoridade estrangeira, você tem o direito de pedir para telefonar para sua Embaixada ou Consulado. Faça uso desse direito!
• Todos os países adotam penalidades extremamente rigorosas de punição ao tráfico de drogas, sendo que alguns países aplicam mesmo a pena de morte a casos dessa natureza, independentemente do alegado desconhecimento quanto à legislação local.
• Não viaje para regiões conflagradas ou conturbadas. Na dúvida, consulte antes a Divisão de Assistência Consular do Ministério das Relações Exteriores em Brasília, telefones (61) 34118802/8805/8807

Dicas de viagem:
• Documentos
- Providencie seu passaporte com pelo menos um mês de antecedência.
- Verifique o prazo de validade do passaporte e dos vistos.
- Ao receber passagens, confira os dados e serviços solicitados.
- Leve sempre uma cópia de seu passaporte.
- Leve carteira de motorista internacional: mesmo que não pretenda alugar carro, você pode precisar dela.
- Alguns países exigem vacina contra febre amarela. Verifique essa e outras possíveis exigências junto à representação do país estrangeiro no Brasil que Você irá visitar. Veja os links neste Portal.

• Bagagem
- Identifique sua mala (nome, endereço, telefone etc).
- Leve apenas o essencial.
- Na mala de mão, leve sempre uma muda de roupa e um casaco.
- Confira a voltagem do país e leve adaptadores de aparelhos elétricos.

• Aeroporto
- Reconfirme o vôo de ida ou volta pelo menos 24 horas antes.
- Chegue ao aeroporto no mínimo duas (2) horas antes do embarque.
- Ao embarcar para o exterior, registre os equipamentos eletrônicos (câmera fotográfica, filmadora, computador, celular etc) na Delegacia da Receita Federal do aeroporto.
- Nunca deixe sua bagagem desacompanhada.
- No aeroporto, não aceite pedidos para levar encomendas.
- Responda com seriedade às perguntas da Polícia Federal e da imigração.

• Dinheiro
- Evite carregar notas de valores altos.
- Leve um ou mais cartões de crédito internacionais.
- Traveller's checks são seguros e bem aceitos, mas para trocar é necessária a apresentação do passaporte ou cópia.
- Nunca transporte todo o dinheiro num só lugar.
- Troque pequenas quantias no aeroporto para despesas de táxi, gorjetas e só depois procure taxas de câmbio melhores.

• Pacotes de viagem
- Confira nos vouchers os dados e serviços solicitados.
- Se um serviço incluso no pacote não acontecer, tome as providências necessárias mas peça recibo para reembolso.
- Leia com atenção as condições gerais do pacote.

• Saúde
- Leve os próprios medicamentos, já que é dificil comprar remédios sem receita médica no exterior.
- Faça um seguro saúde, sua garantia em casos de emergência.

• Hotéis
- Lembre-se que o horário de entrada (check in) costuma ser às 14h ou 16h e o de saída (check out) às 12h.
- Se fizer ligação do quarto será cobrada uma taxa.
- As taxas do canal de televisão pago (pay channel) costumam ser caras.
- Guarde dinheiro e objetos de valor no cofre do hotel.

• Carros
- Verifique marca e modelo antes de reservar.
- Faça sempre um seguro.
- Deixe para abastecer fora da locadora, pois a gasolina é mais barata.
- Respeite as leis de trânsito e os limites de velocidade no exterior, pois as multas são caras.

• Passeios
- Verifique a segurança geral do lugar que quer conhecer.
- Confira os horários dos costumes locais (shoppings, restaurantes, etc.)
- Qualquer problema ou dúvida peça ajuda a um policial.
- Guarde os recibos das compras e não se esqueça que as taxas (impostos) não estão no valor da etiqueta.
- Quando sair, leve sempre o telefone e endereço do hotel.

Fonte: http://www.portalconsular.mre.gov.br

Orientação ao Viajante

Antes de viajar
Dependendo de para onde o viajante está se deslocando, é preciso tomar alguns cuidados sobre os riscos de adoecer. Por isso, as informações e orientações necessárias para os viajantes devem fazer parte do planejamento de viagem. Algumas medidas devem ser previstas com antecedência como, por exemplo, a vacina contra febre amarela que é obrigatória para o ingresso em alguns países e deve ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem.
A vacinação deve ser registrada no Certificado Internacional de Vacinação que é emitido em qualquer um dos postos da Anvisa em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Caso tenha algum problema de saúde que contra indique a vacinação, consulte seu médico e solicite um atestado e apresente em um dos nossos postos para emissão do Certificado Internacional de Isenção de Vacinação (PDF).
Outras vacinas são recomendadas como medida de prevenção do viajante que se desloca para qualquer país, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a dT (difteria e tétano) e hepatite B, e no deslocamento para áreas endêmicas, a poliomielite, influenza e meningite meningocócica. A principal orientação da Anvisa é que o viajante esteja em dia com seu calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.


Durante a Viagem
Ao viajar as pessoas estão expostas a mudanças climáticas, geográficas e culturais, que se refletem em mudanças dos padrões sanitários. Exemplo disso, a conhecida “diarréia do viajante” chega a ser registrada em até 80% dos viajantes em decorrência, principalmente, da ingestão de alimentos, bebidas e água contaminados. A maioria dessa contaminação, 85%, deve-se à presença de bactérias, que causam doenças como cólera e febre tifóide, e 5 % por vírus, podendo também ser provocada por parasitas e fungos em menor intensidade (OMS, 2005).

Os principais cuidados frente a diarréia do viajante são:
-Evite alimentos de procedência duvidosa;
-Prefira água tratada industrialmente, filtrada ou fervida;
-Mantenha-se hidratado bebendo água tratada ou consumindo frutas;
-Verifique se o alimento é seguro.

Evitando picadas de mosquitos
Quando um indivíduo se desloca para uma área de risco de doenças transmitidas por mosquito (malária, dengue, febre amarela, febre do Nilo Ocidental) recomenda-se a utilização de repelentes, mais de uma vez ao dia, nas partes mais expostas do corpo. Além dessa medida, orienta-se o uso de mosquiteiros e de telas, assim como evitar exposição no horário de maior atividade dos mosquitos (anoitecer e amanhecer).

Cuidados com doenças respiratórias
As doenças respiratórias também são consideradas de alto risco para os viajantes. Em julho de 2005, durante vôo de curta duração no Brasil, um viajante contaminado pelo vírus do sarampo transmitiu a doença para mais cinco pessoas que estiveram na mesma aeronave. Pensando nesta forma de transmissão, o mesmo raciocínio poderá ser aplicado, por exemplo, para tuberculose, influenza, varicela e meningite meningocócica.

Atualize seu calendário vacinal;
Evite viajar caso esteja doente ou com suspeita de alguma dessas doenças, durante o período de transmissão;
Caso apresente algum sinal ou sintoma de algumas dessas doenças a bordo da aeronave, embarcação ou veículo terrestre em trânsito internacional, reporte-se aos tripulantes para que eles possam acionar os serviços de apoio e autoridades sanitárias do aeroporto, porto ou ponto de passagem de fronteira.


Depois da Viagem
No retorno de qualquer viagem, caso venha a apresentar algum sinal ou sintoma (ex.: febre, dor de cabeça, mal-estar geral ou qualquer outra alteração na saúde), recomenda-se procurar um médico ou o serviço de saúde, informando os locais por onde viajou, inclusive com as escalas e conexões. Os profissionais dos serviços de saúde são responsáveis por notificar a autoridade sanitária competente no caso de doenças e agravos de interesse à saúde pública internacional

Fonte:www.anvisa.gov.br

Bagagem

Quem viaja de avião tem de seguir algumas regras quanto ao peso e dimensão da bagagem. Confira as normas:

Vôos nacionais
O peso máximo é 23 quilos. Crianças com menos de dois anos não tem direito a bagagem. Para vôos regionais, em aviões de até 20 passageiros, o limite é dez quilos.

Vôos internacionais
Em viagens aos Estados Unidos, Japão e África do Sul são permitidos dois volumes de até 32 quilos cada, com no máximo 158 centímetros de dimensão (some altura, largura e comprimento). Para outros destinos, você pode levar um volume de 20 quilos na classe econômica e um volume de 30 quilos na classe executiva ou econômica.

Bagagem de mão
Os passageiros estão autorizados a levar uma bolsa de mão ou maleta com peso máximo de cinco quilos e dimensão total de 115 centímetros. Você também pode levar:
•Um sobretudo, manta ou cobertor;
•Um guarda-chuva ou bengala;
•Material de leitura em quantidade razoável;
•Alimentação infantil para consumo na aeronave;
•Cesto para transportar criança no colo.
É aconselhável levar na bagagem de mão: jóias, dinheiro e papéis negociáveis, além de acessórios eletrônicos em geral.

Restrições
Não são aceitos os seguintes artigos:
•Malas ou maletas com dispositivo de alarme;
•Explosivos, munições ou fogos de artifícios;
•Gases comprimidos (inflamáveis, não inflamáveis e/ou venenosos), tais como aerosóis;
•Líquidos inflamáveis, tais como recarregadores de isqueiros, tintas e dissolventes;
•Sólidos inflamáveis tais como fósforos, artigos de fácil ignição, combustão espontânea ou que emitam gases inflamáveis ao contato com água;
•Isqueiros de qualquer tipo estão proibidos de embarcar em malas despachadas e ou de mão para os EUA;
•Materiais oxidantes;
•Venenos e substâncias infecciosas;
•Material radioativo;
•Materiais corrosivos, tais como mercúrio (termômetros), ácido e pilhas;
•Materiais magnetizados e outros artigos perigosos;
•Garrafas de oxigênio.

Excesso de bagagem em aviões
É sempre bom ficar atento ao excesso de bagagem para não ter de desembolsar mais dinheiro durante a viagem.
Nos vôos internacionais é cobrado 1% do valor do bilhete não promocional por quilo excedente. Já nos vôos nacionais a tarifa é mais baixa. As empresas aéreas cobram 0,5% da tarifa normal (não-promocional) por quilo a mais. Bagagens com peso acima de 70 quilos já são consideradas carga e enquadradas em outras tarifas.
Nos aviões com até 20 assentos, a tarifa é um pouco mais alta. É cobrado 2% sobre o valor do bilhete por quilo excedente.

Extravio de bagagem nos aeroportos
Extravios de bagagens não são muito freqüentes em aeroportos, mas acontecem às vezes. Para evitar não deixe etiquetas velhas e coloque sempre todos seus dados na mala (nome, endereço e telefone).
Caso aconteça no Brasil, comunique à empresa aérea e preencha o Registro de Irregularidade de Bagagem - RIB. O reembolso em vôos internacionais é de US$ 20 (R$ 43) por quilo de bagagem perdida.
Já nos vôos nacionais o valor é variável e você deve procurar a companhia aérea responsável.


Fonte:www.grupoviagem.uol.com.br